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Ramal do Piancó: redentor de Coremas e peça-chave da transposição no sertão paraibano

Trecho perenizará rio Piancó, abastecerá o açude de Coremas e a região metropolitana de Patos

11/07/2020 02h06
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Por: SE LIGA SERTÃO
Ramal do Piancó: redentor de Coremas e peça-chave da transposição no sertão paraibano

As comportas que demarcavam o ponto final das águas do rio São Francisco no eixo norte da transposição foram abertas pelo presidente Jair Bolsonaro neste 26 de junho, deixando caminho livre para que sigam seu caminho pelo estado do Ceará, rumando pelos canais e pelos rios Salgado e Jaguaribe ao açude do Castanhão, de onde seguirão pelo Eixão das Águas até a capital Fortaleza e ao distrito industrial e porto do Pecém.

É mais uma etapa na epopeia da transposição, trazendo as ansiadas águas do São Francisco aos povoamentos enxutos do semiárido - ou ao brejo, como o bilionário canal Acauã-Araçagi.

Idealizado desde a colônia, passando por numerosas tentativas de viabilização durante o Império, assim como na República. Era parte do programa de governo do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, no entanto o projeto sofria oposição de Sergipe, Alagoas e Bahia. Foi finalmente iniciado em 2007, no segundo governo Lula, com valor estimado em 4,5 bilhões de reais e conclusão estimada para 2012. Já estamos em 2020. E os custos já somam 12 bilhões.

Michel Temer inaugurou o eixo leste e agora é parcialmente aberto o eixo norte, entretanto ainda restam trechos do projeto original do eixo norte a serem concluído, vertendo suas águas nos rios do Peixe, Piranhas, Apodi e uma segunda tomada d’água no rio Salgado.

Para o Sertão da Paraíba, entretanto, ainda carece uma peça importantíssima nesta engrenagem da transposição. O Ramal do Piancó. Uma obra curta, cerca de 20 km entre Mauriti e Conceição. Sem ele as águas da transposição passam por Sousa e Pombal e descem pelo Piranhas rumo ao Rio Grande do Norte. Todo o vale do Piancó, assim como a região metropolitana de Patos e o vale do Sabugi, abastecidos pelas águas da barragem de Coremas-Mãe d’Água, estão hoje excluídos da transposição.

Prometido por Dilma e por Temer, com insistência de parlamentares paraibanos, a ideia começou a sair do papel somente em 2019, quando o DNOCS da Paraíba elaborou seu projeto de engenharia, permitindo aos parlamentares incluírem-no no orçamento de 2020. A estimativa ficou em meros 144 milhões de reais. Pouco para uma obra que beneficiará mais de um milhão de paraibanos em 37 municípios.

Este ano já foram garantidos 29 milhões de reais ao projeto, resultado de emenda parlamentar do senador Zé Maranhão, forte defensor da obra. A primeira licitação, referente aos equipamentos, foi realizada em dezembro do ano passado. Resta agora a licitação referente aos serviços, que deveria ter sido realizada em fevereiro, mas está em atraso em decorrência da pandemia. Após isso, é sinal verde para início das obras.

O Piancó, Coremas, as Espinharas e o Sabugi aguardam ansiosamente a chegada das águas do São Francisco. Quem esperou duzentos anos espera mais alguns.

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