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SAÚDE Saúde

São Paulo tem falta de vacinas da Astrazeneca para segunda dose

Segundo ministério, doses foram enviadas e usadas como 1ª dose em SP

09/09/2021 às 19h30
Por: SE LIGA SERTÃO Fonte: EBC
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© Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo de São Paulo informou hoje (9) que estão em falta no estado doses da vacina Astrazeneca para a segunda dose da imunização. A Secretaria de Saúde estadual está cobrando o Ministério da Saúde o envio de novas doses. No entanto, segundo a pasta, as doses já foram enviadas, mas o estado as usou como 1ª dose, em desacordo às recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“O Ministério da Saúde do Governo Federal deixou de enviar cerca de 1 milhão de vacinas de dose 2 da Astrazeneca para São Paulo, provocando um verdadeiro apagão de vacinas nos 645 municípios do estado. O prazo de aplicação destas doses começou a vencer no dia 4 de setembro”, disse o governo do estado, em nota.

O governo do estado acrescentou que, em eventual indisponibilidade de mais remessas da Astrazeneca, e solicita o envio imediato de doses da Pfizer para suprir a demanda e concluir os esquemas de vacinação em conformidade com a solução de intercambialidade indicada pelo governo federal.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no entanto, a pasta não está devendo lotes da segunda dose de vacina covid-19 da Astrazeneca ao estado de São Paulo. “Até o momento foram entregues ao estado 12,4 milhões de dose 1 e 9,2 milhões de dose 2 da AstraZeneca. As 2,8 milhões de doses não foram enviadas porque o prazo de intervalo entre a primeira e segunda dose só se dará no final do mês”, destacou o ministério, em nota.

Segundo o Ministério da Saúde, dados inseridos por São Paulo no LocalizaSUS mostram que o estado utilizou como primeira dose vacinas destinadas à segunda dose. “O estado aplicou 13,99 milhões de dose 1 e 6,67 milhões de dose 2. As alterações nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) acarretam na falta de doses para completar o esquema vacinal na população brasileira”, acrescentou o ministério. 

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